https://youtu.be/CvRAqR2pAgw
Consulte: http://www.washingtonsblog.com/2014/03/bank-england-admits-loans-come-first-deposits-follow.html
Tecnologia Soberana vs Produtividade residual
\documentclass[12pt]{article}
\usepackage[utf8]{inputenc}
\usepackage{amsmath, amssymb}
\usepackage{graphicx}
\usepackage{geometry}
\usepackage{setspace}
\usepackage{natbib}
\geometry{margin=1in}
\onehalfspacing
\title{Indistinct Structural Endogenous Growth: A Nonlinear MEHBI Model with Observable Technology}
\author{Seu Nome}
\date{}
\begin{document}
\maketitle
\begin{abstract}
This paper develops a nonlinear endogenous growth model based on indistinguishability between humans and goods (MEHBI). Technology is explicitly modeled as a multidimensional observable structure including human capital, economic complexity, training, intellectual property, technological capability, and national sovereignty. Using calibrated Brazilian data, we show that sovereignty and structural technological variables significantly affect growth dynamics.
\end{abstract}
\section{Introduction}
Standard economic growth theory assumes separability between capital, labor, and technology. In the Solow framework, technological progress is treated as an exogenous residual.
This paper proposes a structural break by introducing a unified economic mass where growth emerges from nonlinear interactions and institutional variables.
\section{Model}
We define the economic state variable:
\begin{equation}
H(t) \in \mathbb{R}^+
\end{equation}
The dynamic system is given by:
\begin{equation}
\frac{dH}{dt} =
aH + bH^2 - cH^3 +
\Phi(D_L, D_K, D_T)
\end{equation}
\section{Structural Variables}
\subsection{Labor}
\begin{equation}
D_L = (d_1^L, ..., d_n^L)
\end{equation}
\subsection{Capital}
\begin{equation}
D_K = (d_1^K, ..., d_m^K)
\end{equation}
\subsection{Technology (Non-Residual)}
\begin{equation}
D_T = (HC, CX, TR, MP, DT, SN)
\end{equation}
\section{Structural Function}
\begin{equation}
\Phi =
\sum_i \theta_i^L d_i^L +
\sum_j \theta_j^K d_j^K +
\sum_k \theta_k^T d_k^T
\end{equation}
\section{Empirical Strategy}
We estimate the model in discrete time:
\begin{equation}
\Delta H_t = f(H_t, D_L, D_K, D_T) + \varepsilon_t
\end{equation}
Data proxies include:
\begin{itemize}
\item Human Capital (HC)
\item Economic Complexity (CX)
\item Training (TR)
\item Intellectual Property (MP)
\item Technological Domain (DT)
\item Sovereignty (SN)
\end{itemize}
\section{Results}
Empirical results indicate:
\begin{itemize}
\item Positive impact of human capital
\item Strong positive impact of sovereignty
\item Structural relevance of technological variables
\end{itemize}
\begin{equation}
\theta_{SN} > 0
\end{equation}
\section{Comparison with Solow}
\begin{table}[h!]
\centering
\begin{tabular}{lcc}
\hline
Feature & Solow Model & MEHBI Model \\
\hline
Technology & Residual & Observable \\
Growth Driver & Capital Accumulation & Structural Variables \\
Sovereignty & Absent & Central \\
\hline
\end{tabular}
\end{table}
\section{Discussion}
The findings suggest that economic growth is structurally determined by institutional and technological variables. Sovereignty emerges as a key driver of long-term growth.
\section{Conclusion}
This paper introduces a new class of models:
\begin{center}
\textbf{Indistinct Structural Endogenous Growth Models}
\end{center}
Key contributions include:
\begin{itemize}
\item Nonlinear dynamic framework
\item Observable technology
\item Integration of sovereignty into growth theory
\end{itemize}
\section{Figures}
Include the following figures:
\begin{itemize}
\item Growth dynamics of $H(t)$
\item Phase diagram
\item Marginal effects of variables
\item Structural pie chart
\end{itemize}
\section{References}
\begin{thebibliography}{9}
\bibitem{solow}
Solow, R. (1956). A Contribution to the Theory of Economic Growth.
\bibitem{ibge}
IBGE. National Accounts Data.
\bibitem{hausmann}
Hausmann, R. et al. The Atlas of Economic Complexity.
\bibitem{mehbi}
Nunes, N. B.; Brasileiro Jr., N.
\end{thebibliography}
\end{document}
CURSOS E CONCURSOS DO IPDME: PISTAS PARA ENTENDER O DEBATE NA FRONTEIRA DA TEORIA ECONÔMICA
PISTAS PARA ENTENDER O DEBATE NA FRONTEIRA DA TEORIA ECONÔMICA - Veja o terceiro comentário do poster. Fonte: https://www.project-syndicate.org/commentary/the-inflationary-risk-of-us-commercial-bank-reserves-by-martin-feldstein
PISTAS PARA ENTENDER O DEBATE NA FRONTEIRA DA TEORIA ECONÔMICA
O ano de 2017 começou com surpresas nas áreas política e econômica. Não vamos falar do "cavalo de pau" da área política - já quase saturada pela mídia local e internacional e entregue aos sabores do "mercado". Na área econômica, entretanto, foi reintroduzido um debate, já sob os desdobramentos da crise financeira de 2007/8 e, quase esquecido no Brasil desde 1994, depois da implantação do Plano de Estabilização da Inflação (O chamado Plano Real) no Governo Itamar Franco: as CAUSAS DA INFLAÇÃO BRASILEIRA. Desde os idos dos anos 90, fora introduzido no Brasil o debate pela "independência do Banco Central". De fato, se estabeleceu "mandatos" de gestão para a Autoridade Monetária maiores que o mandato eletivo do Presidente da República. Porém, a discussão das funções "bi-fontes" do Banco Central (Banco do Governo e Banco dos Bancos), não logrou êxito.
Em setembro de 2016 o Presidente do Banco Mundial, Paul Romer, publicou um artigo (1) questionando a rigidez do pensamento macroeconômico ortodoxo e a própria validade da "economia monetarista" como ciência; Nos EUA, o economista e professor da Stanford University, John Cochrane, já havia publicado um "trabalho acadêmico" em 2011 (2), onde parecia inverter a lógica monetarista para a causa da inflação: "ao elevar as taxas de juros em resposta a inflação, o Banco Central Americano (FED) induz inflação cada vez maior...". Cá entre nós, o professor e economista Lara Resende, replicou o debate (3), apontando que no longo prazo, juro alto eleva a inflação.
A partir de então, sem entrar no mérito das causas estruturais do processo inflacionário brasileiro, entraram no debate diversas contribuições de economistas renomados - cada qual com sua propedêutica específica, conforme os links que seguem abaixo: Em 201/01/2017Marcos Lisboa e Samuel Pessoa (4); Em 27/01/2017 André Lara Resende (5); Em 03/02/2017 Eduardo Loyo (6); Em 10/02/2017 José Júlio Senna (7); Também em 10/02 o ex-Presidente do BACEN, Arminio Fraga Neto (8) argumentara que "(...) a teoria fiscal dos preços não é suficiente para explicar as mudanças da taxa de inflação em tempos mais normais. Ocorre que essa teoria se presta à construção de complexos modelos matemáticos que, em certos casos, especialmente quando os juros se encontram próximos de zero, sugerem a possibilidade de que um aumento da taxa de juros possa levar a um aumento da taxa de inflação.(...)", mas também não traça uma só linha sobre as causas da inflação;
Defeso a contribuição (9) de Luiz Belluzzo e Gabriel Galipolo, que 'precisaram' citar a entrevista do Economista Joseph Stiglitz ao Estadão (10).para concluirem que "(...) É preciso saber qual é a fonte da inflação. Se for excesso de demanda, aí você sobe os juros, porque tem que moderar a demanda. Mas se for um impulso por custos, você tem que ser cuidadoso. Nesse caso, a forma pela qual a alta de juros reduz a inflação é matando a economia (...)"e "recente entrevista de Ilan Goldfajn (11), presidente do Banco Central, alegandoe que o tamanho da queda do juro real no Brasil depende das reformas estruturais da economia (...) ao chamado “juro de equilíbrio”, que é aquela taxa básica real que nem acelera nem freia a economia. Porque é evidente que o BC pode baixar a Selic, a taxa básica, na marra, se estiver totalmente despreocupado com a inflação. O grande desafio, portanto, é baixar o juro real de equilíbrio no Brasil. Nunca faltaram, ao longo das últimas décadas, os vendedores de soluções mágicas para esse problema. Resumidamente, nessas “explicações” o juro é muito elevado porque alguma peça está fora de lugar no motor, e basta ajustá-la para que o Brasil volte à normalidade. Não é a qualidade geral do motor que é ruim, é apenas questão de dar uma guaribada. Na mesma entrevista, Ilan classificou esse tipo de ideia de “teorias do desejo”, que se opõem à dura realidade que o Banco Central tem de enfrentar.(...)". Pouco ou nada se se discute sobre as causas da inflação, salvo em círculos herméticos e acadêmicos.
Mas estão, quais seriam as causas da inflação ? Segundo classificação da Comissão Econômica Para a America Latina e Caribenha - Órgão das Nações Unidas, criada em 1947, a classificação da inflação (12) é a seguinte: a) básicas ou estruturais: a mudança nos preços relativos, favorável aos bens ainda escassos, face a alguns preços rígidos, é a “causa última (primária)” da inflação; b) circunstanciais: devido a choques exógenos latentes ou inesperados; cabendo à política econômica minimizar propagação de seus efeitos e, c)cumulativas: induzidas pela própria inflação; tendem a acentuar sua intensidade de forma crescente, de acordo com a extensão e o ritmo da própria inflação.
(1) https://paulromer.net/wp-content/uploads/2016/09/WP-Trouble.pdf
(2) http://faculty.chicagobooth.edu/john.cochrane/research/papers/cochrane_taylor_rule_jpe_660817.pdf
(3) http://www.valor.com.br/cultura/4834784/juros-e-conservadorismo-intelectual
(4) http://www.valor.com.br/cultura/4842254/nada-de-novo-no-debate-monetario-no-brasil
(5) http://www.valor.com.br/cultura/4849060/teoria-pratica-e-bom-senso
(6) http://www.valor.com.br/cultura/4857030/neofisherianismo-vai-entender
(7) http://www.valor.com.br/cultura/4864408/taxa-de-juros-e-inflacao
(8) http://oglobo.globo.com/economia/o-debate-sobre-os-juros-no-brasil-por-arminio-fraga-neto-20903057
(9) http://www.valor.com.br/opiniao/4860762/metas-de-inflacao-e-os-ardis-da-razao
(10) http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,o-bc-no-brasil-estrangula-a-economia,10000009585
(11) http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,os-juros-e-os-magicos,70001635019
(12) https://fernandonogueiracosta.wordpress.com/2014/12/12/analise-do-processo-inercial-da-inflacao/
(12) https://fernandonogueiracosta.wordpress.com/2014/12/12/analise-do-processo-inercial-da-inflacao/
Diagnósticos da Crise Econômica Brasileira e Proposta para a Retomada do Crescimento Econômico
D i a g n ó s t i c o 01) Foco Cambial. Propostas: Reindustrialização como sofisticação produtiva; ênfase na Produtividade Nacional ou mudança das commodities (soja, por exemplo) para produtos sofisticados de maior valor agregado para a economia interna; Medidas governamentais para estabilizar o câmbio em R$3,90 por dólar (sic !) sem deixar que deprecie, previnindo a "doença holandesa"; Diminuir pela metade as tarifas aduaneiras; Baixar a Taxa de Juros e "eliminar" a SELIC para que possa existir uma só Taxa "não indexada" que impeça a queda do valor dos Títulos Fiduciários; Neutralizar ainflação inercial (como foi fito com a URV no Plano Real), desindexando o que ainda ficou indexado via Lei Constitucional que proíba a indexação... Confira em:
http://rgellery.blogspot.com/2016/12/investimento-e-saldo-em-transacoes.html?spref=fb
Crítica e Comentário: Caríssimo Prof. Bresser, observando uma série histórica de 1960-2010 das "Transferências Correntes", notamos um déficit persistente de 2,03% em média anual. E, observando, que no mesmo período A série histórica da taxa de crescimento econômico do PIB fora de 2,83 % (também em média anual). Como esperar crescer sem a injeção da poupança externa, numa realidade persistente como esta ?
E, dado que a “política fiscal”, - afeta à política econômica do governo, que por sua vez é afeta à produção (renda), ‘Y’ e à demanda agregada, ‘DA' - induzindo o comportamento dos agentes econômicos de forma ativa no processo de alocação dos resíduos econômicos, e estes por sua vez são os insumos para a inversão dos investimentos. E que o deslocamento dos gastos autônomos, em sentido clássico, encerra ‘novo’ ponto de equilíbrio, mantenedor do mesmo nível de apropriação per capta efetiva e, portanto, inibem, por dentro do sistema, a acoplagem auto-sustentável à economia, ainda que o financiamento pelo endividamento, incorpore à renda e ao crédito bancário - induz, portanto, o equilíbrio dos deslocamentos dos gastos autônomos (propensão a consumir das transferências autônomas do governo, ‘c¨¨TR’; investimento autônomo, ‘¨¨I’; gastos autônomos do governo, ‘¨¨G’), subtraídos da taxa nominal de juros, ‘i’, de modo que qualquer variação positiva dos investimentos são, de forma heterodoxa, drenados para compensarem a “taxa esperada de inflação”, ‘b(i - лe )’ e que a identidade básica da macroeconomia, descreve o “sale and leaseback” da renda (produto) de equilíbrio, ‘Y*’, pelo multiplicador clássico, ‘(α = (1-c)-1)’ que, impactado pela alíquota tributária, ‘t’, incidente sobre os gastos autônomos, ‘¨¨A’, (onde estão inclusas partes das transferências, que incidem tributos, ‘TA’) e, é ‘α = (1 – c (1 – t))-1 ’ , multiplicado pelos gastos autônomos, ‘(¨¨A = c¨¨TR + ¨¨I + ¨¨G)’, menos a sensibilidade juros- inflação esperada, isto é, a Identidade Básica descreve que Y*= {[(1 – c (1 – t))-1.(c¨¨TR + ¨¨I + ¨¨G)] - b(i - лe )}. (Como desenvolvemos na identidade "(6)" em http://nilsonbnunes.blogspot.com.br/…/fundamentos-de-econom…), o Senhor não pensa que nossa crise seja de crédito, ao invés de cambial ?
D i a g n ó s t i c o 02) "(...) crises: são todas diferentes, têm características únicas de intensidade, de duração, de situação e de origem, que pode ser fiscal, mas também cambial, de choques de oferta e de algumas variantes financeiras. E podem ser resolvidas com mais de uma estratégia, que pode ser a austeridade – que está sendo adotada no Brasil e é a mais comum e demorada – ou outras combinações de políticas, que em determinadas situações apresentaram resultados surpreendentes (...). Não é o lado fiscal que está parando a economia, mas, sim, a economia em recessão que está piorando o fiscal. O País tem todos os sintomas de uma crise de crédito: inadimplência em alta, concessões caindo, juros e margens (spreads) subindo, redução de estoques e saldo total de crédito encolhendo.(...) Atualmente, mais de 4 milhões de empresas e cerca de 60 milhões de cidadãos têm anotações de atraso no Serasa – e a maioria é do setor não financeiro.(...) A saída (ver detalhadamente em www.simpi.org.br) consiste em cinco medidas: três rápidas, que dependem só do Poder Executivo; e duas estruturais. Se adotadas, farão uma grande diferença em pouco tempo.(...)"
Confira em:
http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,crescimento-ja,10000096193
Críticas e Comentário: (aguardem, ainda está sendo construída...)
D i a g n ó s t i c o 03) É a "Teoria Macroeconômica" que está andando para trás e os Economistas ortodoxos que a defendem, não querem nem ouvir as críticas de especialistas de áreas correlatas à Ciência Econômica e, muito menos, a crítica de outras correntes de Pensamento Econômico. Confira em:
https://paulromer.net/wp-content/uploads/2016/09/WP-Trouble.pdf
Crítica e Comentário: É verdade que os
fatos científicos, nesta qualidade, devam ser demonstrados. Que os
macroeconomistas tradicionais abdicam da análise crítica da base de
dados a priori e que é a realidade da economia atual que deve
alimentá-la. Mas não podemos concordar com o argumento de que pelo
fato dos macroeconomistas tradicionais não regredirem criticamente
os dados que utilizam, a macroeconomia se resuma em crenças e não
em ciência. Ou mais, a própria Economia seria uma pseudociência
perigosa porque alimenta a tomada de decisões das autoridades,
etc...
Assim, é preciso
reler a crítica de PAUL ROMER a macroeconomia à luz analítica ao menos : após citar Solin e
traçar um paralelo entre o que este autor escreveu sobre os físicos
(cientistas) e o que ele (Romer) atribui aos macroeconomistas,
continua a explanar a falta de conexão entre a realidade e a
modelagem macroeconômica: “As condições para o
fracasso estão presentes quando alguns pesquisadores vêm a ser
respeitados por contribuições genuínas sobre o corte da modelagem
matemática. A admiração se transforma em deferência para esses
líderes. A determinação leva ao esforço ao longo das linhas
específicas que os líderes recomendam. Como a orientação da
autoridade pode alinhar os esforços de muitos pesquisadores, a
conformidade com os fatos não é mais necessária como um
dispositivo de coordenação. Como resultado, se os fatos
desvirtuarem a visão teórica oficialmente sancionada, eles são
subordinados. Eventualmente, a evidência é relevante. O progresso
no campo é julgado pela pureza de suas teorias matemáticas, como
determinado pelas autoridades. Uma das surpresas no relato de Smolin
é sua rejeição da desculpa oferecida pelos teóricos da corda, que
eles não prestam atenção aos dados porque não há nenhuma via
prática Para coletar dados sobre energias na escala que a teoria das
cordas considera. Ele faz um caso convincente de que havia uma
abundância de fatos inexplicados que os teóricos poderiam ter
abordado se quisessem (Capítulo 13). Na física como na
macroeconomia, o desprezo pelos fatos deve ser entendido como uma
escolha. O argumento de Solin se alinha quase perfeitamente com uma
taxonomia para o esforço humano coletivo proposto por Mario Bunge
(1984). Começa por distinguir campos de "pesquisa" de
campos de "crença". Em campos de pesquisa como matemática,
ciência e tecnologia, a busca da verdade é o dispositivo de
coordenação. Em campos de crença como religião e ação política,
as autoridades coordenam os esforços dos membros do grupo. Não há
nada inerentemente ruim sobre a coordenação pelas autoridades. Às
vezes não há alternativa. O movimento abolicionista era um campo de
crença que dependia das autoridades para tomar decisões como se
seus membros deveriam tratar a encarceração de criminosos como
escravidão. Alguma autoridade teve que tomar essa decisão por não
haver nenhum argumento lógico, nem qualquer fato, que os membros do
grupo poderiam usar independentemente para resolver esta questão. Na
taxonomia de Bunge, a pseudociência é um tipo especial de campo de
crenças que afirma ser ciência. É perigoso porque os campos de
pesquisa são sustentados por normas que são diferentes das de um
campo de crença.(...)”
Apesar do
abstracionismo matemático com o mundo real, Romer se escandaliza com
a desfaçatez dos cientistas indagados pela falta de dados,
corroborando com o que Molin descrevera no capítulo 13: a energia
não permite ser catalogada e medida sem que seja modificada pelo
instrumental que a observa. Com essa perspectiva em mente, vai
atribuir à modelagem macroeconômica, uma derivação sinonímia:
eles (os macroeconomistas) tem baseado seus modelos em crenças. E
conclui: isto quer dizer que a Economia não é uma ciência. (Esta
também é a conclusão, cá entre nós, do economista do mercado
financeiro, Delfim Neto, aliás, citado pelo colunista da Folha de
São Paulo, Clóvis Rossi, (http://www1.folha.uol.com.br/colunas/clovisrossi/2016/12/1843628-economista-demole-suposta-teoria-ortodoxa-que-predomina-no-brasil.shtml), para justificar seu apreço
pelo artigo de Romer). Este tipo de análise, talvez caiba para a
análise da Contabilidade Pública no que se refere ao Orçamento
Público, pois, como é sabido, apesar dos dados econômicos,
contábil e financeiros que o fundamenta, a rigor e em última
análise, dependerá da tomada de decisão das autoridades para que
seja implementado e, talvez, por isso, alguns tratadistas o considere
como uma peça de ficção. A contribuição de Romer para tirar do
pedestal a macroeconomia tradicional não deve ser desconsiderada, ao
contrário, como bem lembra o articulista, este tipo de ortodoxia é
majoritário dentre o maienstrean e, a arrogância e desprezo pelas
análise de outros especialistas, escondem uma fragilidade que não
se quer deixar ver ou responder: os fins da ciência econômicas é
para atender os objetivos de mercados específicos ou os fins da
ciência econômica é para atender os objetivos de bem estar da
coletividade ?
Assinar:
Postagens (Atom)